Futuro do Crédito PJ: IA, risco e inovação em debate no evento da Itera

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O futuro do crédito PJ passa pela capacidade de transformar dados em inteligência, tecnologia em produtividade e informações em decisões mais assertivas. Foi com essa visão que a Itera promoveu, no dia 20 de outubro, o evento “Futuro do Crédito PJ: Inteligência que decide”, realizado no Inovabra Habitat, em São Paulo, com transmissão pelo canal do Bradesco no YouTube.

O encontro reuniu executivos e especialistas do setor financeiro para debater os desafios e as oportunidades que estão redefinindo a concessão de crédito às empresas no Brasil.

Com mais de 200 inscrições e aproximadamente 88 participantes presenciais, o evento foi estruturado em uma palestra de inovação e três painéis temáticos, abordando a aplicação da inteligência artificial na esteira de crédito PJ, a gestão de risco nas cadeias produtivas e o papel estratégico dos recebíveis no financiamento empresarial.

Mais do que apresentar tendências, as discussões trouxeram uma reflexão central: o avanço tecnológico não está apenas na capacidade de processar mais informações, mas em utilizá-las para tomar decisões melhores.

Inteligência artificial e a transformação da esteira de crédito PJ

A programação teve início com a palestra de Marco Antonio Pereira, CEO e fundador da Itera, sobre o papel da tecnologia e da inovação como estratégias de geração de valor, com destaque para a evolução da inteligência artificial e o potencial da IA agêntica.

A discussão evidenciou como os avanços tecnológicos estão abrindo novas possibilidades para automatizar atividades, integrar informações e ampliar a capacidade analítica das organizações.

No setor financeiro, essa transformação ganha especial relevância diante da complexidade da análise de crédito empresarial, que exige a interpretação de demonstrações financeiras, indicadores econômicos, informações cadastrais e características específicas de cada negócio.

O tema foi aprofundado no primeiro painel, “IA e a nova esteira de crédito PJ”, mediado por Marco Antonio Pereira, com participação de Josiane Cintra, da TD SYNNEX, e Marcelo Finotti.

Entre os assuntos debatidos estiveram a eficiência operacional, a automação de processos e a utilização de informações mais atualizadas para apoiar a avaliação de risco.

Uma das perspectivas exploradas foi a possibilidade de trabalhar com dados empresariais cada vez mais próximos do tempo real, reduzindo a defasagem das informações disponíveis e proporcionando análises mais contextualizadas.

Nesse cenário, a inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de automação de tarefas e passa a representar uma oportunidade de evolução da própria arquitetura das esteiras de crédito.

O objetivo não é somente analisar mais empresas em menos tempo, mas ampliar a capacidade de compreender riscos, identificar oportunidades e apoiar decisões com maior consistência.

Crédito na indústria: gestão de risco também é estratégia de crescimento

O segundo painel, “Indústria além da venda”, ampliou a discussão sobre crédito para além das instituições financeiras, abordando seu papel nas relações comerciais e nas cadeias produtivas.

Mediado por Vanda Sotero, o debate contou com Rafael Nakamoto, da Vitório Serviços Financeiros, e Anderson Lobato, da AIG. Um dos pontos centrais foi a necessidade de compreender o crédito como parte da estratégia de negócios das empresas.

Na indústria, conceder prazo de pagamento representa, na prática, financiar clientes. Essa dinâmica gera oportunidades comerciais, mas também exige mecanismos consistentes de avaliação e acompanhamento do risco.

Além disso, a saúde financeira de uma operação não depende exclusivamente da empresa compradora. Fornecedores, distribuidores e demais participantes da cadeia também podem influenciar a continuidade das operações e a capacidade de pagamento.

As discussões reforçaram a importância de ampliar a visão sobre o risco, considerando não apenas indicadores isolados, mas o contexto econômico-financeiro e as relações comerciais que sustentam cada operação.

Com informações estruturadas, análise financeira consistente e apoio tecnológico, a gestão de crédito pode contribuir não apenas para mitigar perdas, mas também para viabilizar negócios, fortalecer relacionamentos e sustentar o crescimento das empresas.

A gestão de risco, portanto, deixa de ser vista exclusivamente como um mecanismo de proteção e passa a assumir um papel estratégico na geração de oportunidades.

Recebíveis como ativo estratégico: novas possibilidades para o financiamento empresarial

O terceiro painel, “Recebíveis como ativo estratégico”, trouxe para o centro da discussão a evolução dos instrumentos de financiamento e o potencial dos recebíveis na geração de liquidez para as empresas.

Com mediação de Alessandra Freitas, da Itera, o debate reuniu Roberto Felix, do Grupo Sarfaty, e José Tosi, da Tokeen.

Entre os temas abordados estiveram o avanço da duplicata escritural, a utilização de recebíveis como garantias e o desenvolvimento de estruturas capazes de ampliar o acesso ao crédito.

A modernização desses instrumentos representa uma oportunidade para fortalecer a infraestrutura de financiamento empresarial, proporcionando maior organização, rastreabilidade e segurança às operações.

Entretanto, um aspecto importante destacado nas discussões foi que a existência de garantias não elimina a necessidade de uma avaliação criteriosa do risco.

A qualidade da análise continua dependendo da compreensão da capacidade de pagamento, da situação econômico-financeira e das características do negócio que origina o recebível.

Nesse contexto, a combinação entre informações financeiras confiáveis, avaliação de risco e estruturas modernas de garantias torna-se fundamental para ampliar o acesso ao crédito de maneira sustentável.

Mais tecnologia não significa, necessariamente, melhores decisões

Uma das reflexões que sintetizou o propósito do encontro foi apresentada por Alessandra Freitas, durante a abertura:

“Ter + informações e + tecnologia não significa necessariamente tomar decisões melhores.”

A provocação reflete um dos principais desafios enfrentados pelo setor financeiro: transformar o crescente volume de dados disponíveis em conhecimento efetivamente útil para a tomada de decisão.

A evolução da inteligência artificial, das plataformas de análise e das estruturas de financiamento amplia as possibilidades do mercado. No entanto, a qualidade das decisões continua dependendo de critérios consistentes, capacidade de interpretação e compreensão dos riscos envolvidos.

Ao conectar os três painéis, o evento evidenciou que o futuro do crédito PJ envolve três dimensões complementares:

  • Inteligência: utilizar dados e inteligência artificial para elevar a qualidade e a produtividade das análises.
  • Gestão de risco: compreender a realidade financeira das empresas e as relações que sustentam suas operações.
  • Oportunidades: desenvolver soluções e instrumentos capazes de ampliar o acesso ao financiamento e impulsionar novos negócios.

Essa integração tende a ganhar relevância à medida que instituições financeiras e empresas buscam maior eficiência operacional, sem abrir mão da qualidade e da segurança na concessão de crédito.

Itera: tecnologia e inteligência para transformar o crédito PJ

Ao promover o evento “Futuro do Crédito PJ: Inteligência que decide”, a Itera reforça seu compromisso com a evolução tecnológica e o desenvolvimento do mercado de crédito empresarial.

Especializada em inteligência artificial e automação de processos para análise de crédito PJ, a empresa desenvolve soluções que apoiam instituições financeiras na estruturação de dados contábeis, análise econômico-financeira e geração de inteligência para a tomada de decisão.

Por meio de plataformas como Itera Balanço, Itera Relatório, Itera Benchmark e Itera Copiloto, a companhia contribui para tornar a esteira de crédito mais produtiva, integrada e orientada por dados.

O encontro também reafirmou a importância de aproximar especialistas, instituições financeiras, empresas de tecnologia e participantes do ecossistema de crédito para construir soluções conectadas aos desafios reais do mercado.

Porque o futuro do crédito PJ não será definido apenas por quem tiver acesso ao maior volume de dados ou às tecnologias mais avançadas, mas por quem conseguir transformar essas capacidades em decisões mais inteligentes, seguras e estratégicas.

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A gravação completa de “Futuro do Crédito PJ: Inteligência que decide” está disponível no canal do Bradesco no YouTube.

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Eduarda Bagesteiro Rigon

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